terça-feira, 9 de setembro de 2014


Fernando Pessoa

A vida é para nós o que concebemos dela.

Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império.

Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo.

O pobre possui um império; o grande possui um campo.

Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida.